quarta-feira, 16 de junho de 2010

No interior somos mais iguais


















As regiões metropolitanas foram símbolo de desenvolvimento no século passado. Hoje, é símbolo de problemas.
A concentração de milhões e pessoas num mesma região não é sustentável do ponto de vista econômico, ecológico e urbanístico:
  • Insustentabilidade econômica: as regiões metropolitanas concentram paradoxalmente o emprego e o desemprego. O custo de vida é maior. O crescimento faz com que as cidades maiores precisem de mais recursos do que as menores, invertendo a lógica do Estado como indutor do crescimento econômico, pois a maior parte dos recursos públicos vão para cidade que já superaram sua sustentabilidade econômica. As cidades pequenas, onde qualquer recurso pode ser determinante na economia, são sacrificadas. A tributação deveria conter o crescimento das cidades com mais de um milhão de habitantes, e não incentivá-lo com mais verbas per capta do que cidades com crescimento mais equilibrados.
  • Insustentabilidade ecológica: é óbvia a poluição devido à necessidade de transporte, o lixo, a necessidade de água potável muito além da quantidade produzida na cidade.
  • Insustentabilidade urbanística: também são óbvios os problemas insanáveis com trânsito e segurança pública das cidade com mais de 1 milhão de habitantes.
A política tributária devem inibir o crescimento desordenado das grandes cidades e incentivar a criação de novos centros urbanos no país, considerando a demografia nos planos de investimentos da União e dos Estados.

A desigualdade demográfica é irmã da desigualdade econômica.

Ideias resolvem as coisas. Candidatos e partidos, devem ser veículos de ideias.

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